O desequilíbrio entre consumo e sustentabilidade

Enviada em 06/11/2025

A revolução industrial elevou a busca da população pelo consumo desenfreado e aumentou a busca por matéria-prima no mundo, levando ao extrativismo excessivo e à degradação ambiental. Atualmente, no Brasil, a realidade de desequilíbrio entre a grande demanda por consumo de mercadorias e a sustentabilidade se faz presente no meio social contemporâneo. Nessa concepção, é oportuno destacar como principais causas dessa problemática: o consumismo em demasia e a falta de consciência ambiental por parte da população.

Em primeiro plano, o consumismo mercadológico figura como substancial causa de determinado revés. Sendo assim, o estilo de vida americano, difundido principalmente na Europa após o fim da primeira guerra, é centrado, sobretudo, no consumismo sem controle e no acúmulo de bens em larga escala sem preocupação com a degradação ambiental. Conforme o exposto, a alienação social em relação as consequências do alto consumo colabora para o desequilíbrio ambiental, visto que isso influencia no aumento do extrativismo dos meios naturais e o acúmulo de lixo nas áreas florestais e oceânicas. Como consequência, é notável o aumento do desequilíbrio de teias alimentares e degradação de grandes biomas. Dessa maneira, é preciso uma rápida mudança desse cenário ambiental vigente.

Ademais, a escassez de inteligência ambiental por parte dos indivíduos sociais configura-se como causa adicional desse óbice. Concernente ao tema, no filme “WALL-E” é retratado um futuro distópico onde o planeta está morto e degradado devido à falta de consciência e controle entre consumo e descarte diante da natureza. Por tal razão, a falta de políticas públicas eficazes no combate a exploração e degradação ambiental contribui para a desvalorização da natureza, dado que a população não tem conhecimento da importância da preservação ambiental e o controle do consumismo. Consequentemente, é notória a falta de interesse da sociedade em preservar o meio ambiente. Dessa forma, é necessária a participação do Estado na resolução desse problema.

Portanto, cabe ao Estado, responsável por assegurar o bem-estar da população, promover, por meio do Ministério da Educação e do Meio Ambiente, campanhas de conscientização, em escolas, visando demonstrar as consequências a longo e curto