O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 28/07/2021
O desemprego no Brasil vem crescendo nos últimos cinco anos, e consigo trouxe consequências econômicas e sociais aos brasileiros, segundo a revista “Veja”. Esse quadro de demissões em alta no país é motivado , principalmente, pela mecanização do trabalho. Além disso, cabe mencionar como efeito desse problema o aumento dos trabalhos informais, isso é, serviços sem registros oficiais. Nesse sentido, cabe analisar as razão desse impasse atual e suas consequências.
Diante do exposto, é válido pensar que o desemprego estrutural é um dos motivos para a ocorrência desse entrave. Isso acontece porque, desde a I Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra, as indústrias sofreram melhorias para aumentar a sua produtividade, entre elas, a substituição do trabalho manual pelo mecânico. Consequentemente, o homem teve que ser destituído de suas antigas funções a partir da introdução das máquinas. Semelhante ao período histórico, muitos brasileiros foram substituídos pela automação industrial, em especial aqueles que trabalhavam no campo, isso porque atualmente cerca de 70% de sua atividades são desempenhadas pela atuação mecâncica, de acordo com a revista “Exame”. Desse modo, conclui-se a necessidade da atuação governamental para assegurar novos postos de serviço e qualificação desses indivíduos, uma vez que a capacitação os prepara para acompanhar tais avanços e diminui os riscos de dispensa.
Por consequinte, cabe ressaltar que em decorrência do cenário anterior, os postos de trabalho informais tende a aumentar. Visto que, grande maioria dos brasileiros desempregados - por substituição mecânica- optam por esses serviços, já que não necessitam de uma capacitação e lhes promove estabilidade econômica. No entanto, apesar de proporcionar emprego, tal ocupação tem seus efeitos negativos, haja vista a inexistência de direitos assegurados aos trabalhadores, fato resultante da ausência de registro dessas atividades. Assim, trinta milhões de pessoas no território nacional sofrem com essa problemática, especificamente em relação ao seguro de trabalho, férias remuneradas, salário mínimo e carga horária, ou seja, ficam desamparados diante da carência desses direitos trabalhistas básicos.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem o desemprego e seus efeitos no Brasil. Por isso, cabe ao Ministério da Educação, a criação de programas em escolas - públicas e privadas- que vise capacitar os estudantes e prepará-los para o mercado de trabalho e seus novos avanços. Isso acontecerá por meio de especialistas em tecnologia, que devem auxiliá-los a como se adequar a essas mudanças. Além disso, cabe ao Ministério do Trabalho e Emprego, a criação de leis que assegurem aos trabalhadores informais seus direitos básicos do trabalho.