O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 29/07/2021

A presença de uma População Economicamente Ativa (PEA) em quantitativo superior à população economicamente inativa significa dizer, em outras palavras, maior mão de obra disponivel no mercado de trabalho. As consequências desta elavada taxa de PEA, em um país não estruturadado para isso, gera elavadas taxas de desemprego e um aumento nas taxas de trabalhadores informais.

Em primeiro lugar, a ocorrência de um bônus demográfico, consta que haverá um crescimento na população. Entretanto, cabe ao país saber administrar esse momento, que, se bem administrado, poderá trazer benefícios para o país, mas caso contrário, fomentará um grande contigente de pessoas desempregadas. O que ocorre no Brasil, é uma baixa taxa de natalidade associada a uma baixa expectativa de vida, gerando uma piramide etária com um corpo denso, representando um grande contigente de adultos, que, acabam estando sujeitos ao desemprego.

Em segundo lugar, um aumento no desemprego, fomenta um maior indíce de trabalhadores buscando vias alternativas para a obtenção de uma fonte de renda, como o trabalho informal, que, conforme dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), existem mais de 300 milhões de trabalhadores informais no mundo, sendo que mais de 30 milhões são brasileiros.

Observa-se, portanto, que, um bom aproveitamento do bônus demográfico, com planejamento prévio, trará beneficios para a sociedade brasileira. Portanto, o Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) deverá buscar implantar um aumento de bolsas de estudos para pesquisas, por meio do monitoramento do desempenho dos alunos na faculdade, para que o elevado contigente de pessoas jovens e adultas sejam aproveitados para a produção de ciência e tecnologia, consequêntemente, uma grande parte da população ja teram empregos garantidos para a produção de ciências e pesquisas para o própio país.