O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 02/07/2021
Desde a 3° Revolução Industrial, ocorrem mudanças trabalhistas significativas, como a inclusão de máquinas e robôs de trabalho, que aceleram o processo produtivo das grandes empresas. Entretanto, o lugar de trabalho que anteriormente era do homem, perdeu seu espaço para os robôs, haja vista que o número de desempregados aumenta proporcionalmente aos avanços tecnológicos na indústria. Dessa forma, entende-se que o baixo nível de escolaridade dos brasileiros e o aumento da desigualdade social, apresentam-se como entraves para o combate ao desemprego.
Em primeiro plano, o baixo nível de escolaridade do povo brasileiro representa obstáculo para sua inserção no mercado de trabalho formal. Nesse sentido, o IBGE expõe que 13,75% da população brasileira é analfabeta — o que diminui sua formação acadêmica — e isso inviabiliza que o indivíduo alcance uma posição com boa remuneração dentro do mercado de trabalho formal. Isso ocorre pois as empresas exigem alto nível de qualificação para o manuseio das máquinas, sendo assim, os indivíduos com baixa escolaridade competem injustamente com outros com maior nível de formação acadêmica e experiência profissional. Logo, enquanto a alta exigência e burocracia das empresas se mantiver, o Brasil será obrigado a conviver com um dos problemas mais graves para o desenvolvimento nacional: o desemprego.
De outra parte, o desemprego dá lugar ao aumento das desigualdades sociais. Nesse contexto, os trabalhadores procuram cargos de baixa remuneração como camelôs, autônomos, feirantes e motoristas de aplicativo, aumentando o fenômeno da uberização do trabalho — parcerias sem contrato formal e seguro entre empresas e trabalhadores autônomos no qual estes realizam entregas de produtos —. Ocorre que, os trabalhos informais aumentam as disparidades econômicas e salariais, gerando uma sociedade cada vez mais desigual e com privilégios crescentes apenas para as pessoas com mais poder de aquisição.
É urgente, portanto, que o desemprego deixe de ser uma realidade no Brasil. Logo, cabe ao Ministério da Economia, com prioridade, atuar por meio de incentivos fiscais para que as empresas contratem mais trabalhadores, a fim de diminuir a desigualdade social e o desemprego. Por sua vez, o Ministério da Educação há de promover cursos profissionalizantes para pessoas com baixo nível de escolaridade, com gratuidade, para que estes tenham melhores oportunidades no mercado de trabalho, a fim de que tenham uma qualidade de vida melhor. Assim, o Brasil se tornará uma nação livre, justa e solidária, alcançando o desenvolvimento nacional.