O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI

Enviada em 04/05/2021

A Uberização é um fenômeno contemporâneo que diz respeito ao aumento do trabalho informal para desempregados, os quais buscam alternativas para prover o sustento familiar. Nesse sentido, tal processo evidencia que a falta de emprego é cruel para a sociedade brasileira, ao passo que condiciona os indivíduos a se submeterem a serviços degradantes e sem garantias. Desse modo, é válido debater as implicações dos requisitos curriculares e das crises econômicas no desemprego e na manutenção de relações trabalhistas precárias.

Sob esse prisma, as imposições do mercado de trabalho não correspondem à realidade educacional brasileira. Nesse viés, empresas que buscam fluência em idiomas e curso superior, por exemplo, ao invés de atingirem a excelência de sua equipe, buscam exceções na sociedade, afinal, segundo o IBGE, apenas 3% dos brasileiros supririam tais pré-requisitos. Com isso, a rigidez curricular exclui uma parcela significativa da população, a qual se vê forçada a buscar sua renda por meio dos trabalhos informais.

Outrossim, de acordo com o instituto de pesquisas Datafolha, durante a crise de 2013, cerca de 4,3% da população brasileira estava desempregada. Diante disso, tal dado alarmante explica o aumento da Uberização no período, pois os desempregados se arriscaram em profissões autônomas e / ou informais. Porém, apesar de comuns na nação, esses trabalhos possuem riscos, visto que o trabalhador não possui férias remuneradas, carga horária humanizada e garantias em caso de doenças ou acidentes.

Em suma, medidas são necessárias para atenuar a situação trabalhista lamentável no Brasil hodierno. Para tanto, o Ministério da Educação deve melhorar a qualificação dos trabalhadores, para que possam ser melhor aceitos no mercado de trabalho. Ademais, o Governo Federal - instância máxima do Poder Executivo - deve aumentar a oferta de empregos, por meio de obras públicas e concursos, a fim de que os trabalhadores não precisem recorrer a ofícios cujas relações trabalhistas são precárias. Por fim, essas iniciativas reduzirão tanto o desemprego quanto o contingente de obrigados que se submetem aos nocivos trabalhos provenientes do processo de Uberização.