O desemprego e as relações trabalhistas em debate no século XXI
Enviada em 18/03/2021
A Revolução Industrial instaurou um novo olhar para as relações sociais e gerou mudanças de grande impacto no mercado de trabalho. Logo, é viável afirmar que o século XXI foi moldado a partir evoluções do meio trabalhista. Entretanto, no cenário brasileiro, o desemprego é uma questão problemática e tornou-se o principal responsável pela recessão econômica do país e pela elevada taxa do surgimento de transtornos psicológicos.
A princípio, é possível salientar que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há cerca de 13 milhões de desempregados no Brasil. Dessa forma, pode-se afirmar que a alta taxa de inadiplência e o declínio do crescimento econômico do país são reflexos do desemprego persistente no corpo social.
Outrossim, é notável que a ausência de direitos trabalhistas eficientes, a desvalorização da mão de obra, o trabalho informal forçado e a falta de capacitação excluem o trabalhador do processo produtivo. Assim, desde movimentos revolucionários como o Cartismo, a falta de perspectiva afasta o proletário do mercado de trabalho, o que garante ainda, diversas frustrações psicológicas para os indivíduos, como a depressão.
Portanto, para que a problemática relacionada à questão da empregabilidade seja mitigada, faz-se imprescindível a execução de ações efetivas. Desse modo, instituições escolares devem disponibilizar cursos de capacitação que possam auxiliar futuramente a inserção dos indivíduos no mercado produtivo, abordando medidas educacionais concretas, a fim de apoiar a escolha profissional. Além disso, cabe ao Governo Central oferecer auxílio psicológico e financeiro para a população desempregada e estimular a criação de novos cargos em grandes estabelecimentos empresariais, com o objetivo de gerar mais empregos na sociedade. Em suma, a inatividade ocupacional e a degradação das relações trabalhistas não serão mais foco em debates contemporâneos.