O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 25/03/2018
Os corpos perfeitos compartilhados pelos veículos midiáticos são modificados de acordo com a influência daqueles considerados famosos. No Brasil, há uma pressão gigantesca sobre as pessoas pela busca das medidas esculturais de modelos que estampam capas de revistas. Assim, consta-se, que a constante procura pela beleza, resulta em distúrbios alimentares e procedimentos cirúrgicos de risco.
O padrão criado pela mídia força as pessoas vaidosas à alcançarem seus parâmetros, mesmo que isso signifique aderir a métodos que prejudicam a sáude dos brasileiros. Dessa forma, doenças como a anorexia e a bulimia, desenvolvidas por pessoas que buscam perder peso, causam prejuízos à saúde física e mental dos adeptos, por serem formas de emagrecer de maneira rápida e não natural. Logo, a criação de uma meta a ser alcançada no menor tempo possível, resulta num desequilíbrio psicológico.
Ademais, outro método procurado pela população é a intervenção cirúrgica. Nesse cenário, muitos encontram nas cirúrgias uma maneira ainda mais fácil de chegar à beleza buscada, ignorando os riscos existentes em toda e qualquer mesa de ciúrgia, como: as infecções bacterianas ou deformações físicas, como ocorrido com o cantor Michael Jackson. Por esse lado, pertence aos hospitais a total culpa pelo perigo advindo de procedimentos que visam unicamente a inserção nos padrões midiáticos.
Fica claro, dessa forma, que a necessidade de integrar um seleto grupo padronizado, traz riscos à saúde física e mental dos brasileiros. Assim sendo, é imprescindível que os veículos de comunicação quebrem o paradigma de padrão físico, através da criação de publicidade que tenha como foco pessoas de formas corpóreas variadas, fazendo com que cada um se sinta feliz com o seu corpo. Sendo relevante ainda, a discussão no senado da verdadeira necessidade dos procedimentos cirúrgicos estéticos, condenando e acabando com os mesmos caso constatado sua pejoratividade, trazendo assim, harmonia na sociedade brasileira.