O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 22/03/2018
A Terceira Revolução Industrial é caracterizada pela substituição da produção em massa (quantidade) pela melhoria dos produtos (qualidade). Com isso, diversas indústrias passaram a produzir produtos desejados pela população, incluindo produtos estéticos. Sendo assim, desde o início do século XX, milhares de pessoas estão contaminadas pela busca obsessiva de um corpo perfeito, gerando uma sociedade narcisista e, consequentemente, consumista.
Primeiramente, é válido ressaltar que, nos dias atuais, essa sociedade fanática pela busca dos padrões de beleza afeta diretamente os demais. Nesse sentido, o trecho da música do cantor de MPB, Caetano Veloso, condiz perfeitamente: “narciso acha feio o que não é espelho”. Por conseguinte, pessoas excessivamente preocupadas com a aparência julgam aqueles que não se esforçam para se encaixar nos protótipos de beleza, além de impor que a felicidade real é alcançada somente por aqueles que possuem essa perfeição corporal.
Ademais, a sociedade atual torna-se cada vez mais consumista de produtos que prometem o aperfeiçoamento do corpo em geral, como por exemplo cremes e pílulas anti-rugas e redutores de medidas. Destarte, os obcecados pela perfeição corporal se tornam dependentes de tais mercadorias. Consequentemente, o consumo incontrolado e inconsciente, juntamente com a falta de dispensação, transfigura-se em uma patologia para o ser humano.
Portanto, medidas eficazes necessitam ser providenciadas para que essa busca pela aparência ideal seja cessada. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde realizar campanhas em praças públicas e propagandas midiáticas com o objetivo de conscientizar a população de que a compulsão pela perfeição é uma doença e precisa ser tratada. Outrossim, a sociedade deve parar de impor que a felicidade e a realização pessoal se deve à essa busca incessante pelo corpo perfeito, mostrando que o ser humano realizado é aquele que aceita à si.