O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 21/03/2018
A opressão estética vista hoje no Brasil detêm origens históricas desde o período Imperialista, aonde ao expandir o mercado, os Europeus exportaram junto aos seus produtos, sua cultura. No entanto, tal cultura trouxe padrões de beleza incomuns a sociedade brasileira, exercendo por falta de representatividade uma pressão estética oposta ao modelo racial miscigenado do país, sendo esta principalmente direcionada a mulheres, devido ao predomínio do modelo patriarcal.
Atualmente, esta cultura globalizou-se em tamanhas proporções que incluiu-se em nossa indústria culutral. Nossos roteiros pouco representam a realidade do país, pois apresentam personagens de aparências idealizadas incomuns ao cotidiano brasileiro, criando padrões - majoritarialmente femininos - praticamente impossíveis de serem conquistados devido à limitações genéticas por grande parte da população.
A fundamentação de tal problema advém-se principalmente dos bastidores da indústria cultural brasileira, pois assim como em todos os âmbitos, tal indústria ainda hoje possui domínio masculino. Desta forma, explica-se o porque de obtermos tais padrões estéticos nas personagens femininas: é impossível que homens possam representar aquilo que não vivem na pele, forçando as mulheres a seguirem os padrões por eles ditados, levando-as se submeterem a dietas e procedimentos perigosos.
Analisando tudo isso é possível concluir que o epicentro da opressão estética é o patriarcado que impede a representatividade real nos personagens de nossos conteúdos midiáticos, isto posto, organizações que apoiem a causa devem criar editais para eventos com apoio governalmental no intuito de divulgar projetos que vão na contramão dos padrões que temos hoje, incluindo-os em nossos comerciais, e exibindo-os em eventos publicos. Além disso, deve-se criar leis de obrigação de acompanhamento psicológico regular em pacientes que queiram consultar-se com nutricionistas ou realizar procedimentos estéticos considerados perigosos.