O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 17/03/2018
Coisificação marxista
Karl Marx, cientista social, ao analisar as relações no histórico dos regimes econômicos, afirma que a desigualdade sempre existiu; produto também da reificação humana, ou seja, o homem torna-se materialista, na mesma proporção que há a humanização no mundo das coisas. Não obstante, o culto a aparência na sociedade brasileira devido ao sistema econômico vigente fica explicito, sendo, portanto, maximizado pela globalização, especificamente nos meios de comunicação em massa, como também pela precariedade na educação a respeito do caráter humano.
Dia das mulheres, dia das mães ou dos pais, dissemina-se anúncios, publicações, vários perfumes e roupas. Entretanto, essas ações por vezes mostram apenas o que o renomado sociólogo determina a respeito de tais ideologias do consumismo, que são apenas máscaras definhando o verdadeiro significado da luta de classes. Ainda sim, a educação seria um meio para proporcionar uma nova mentalidade acerca do homem, contudo as atitudes governamentais não valorizam o poder da padronização em excluir pessoas da sociedade em detrimento da ascensão social, como exposto pelo Jornal O Globo o constante declínio na educação brasileira e o aumento em investimentos no setor industrial.
Outrossim, é notório que a globalização, uso das redes sociais e a mídia a cada dia caminham para uma padronização cultural. Cada foto revela o desejo por curtidas, um mundo onde há uma disputa por poder econômico. Neste interím, até mesmo as crianças são alvos fáceis do consumo de produtos industrializados, mais um processo de socialização há criar um indivíduo egoísta, assim, os meio de comunicação em massa lucram e as pessoas de alguma forma são danificadas economicamente e psicologicamente, sendo a busca por cirurgias ou meios rápidos para atingir a padronização os mais procurados. Tal situação pode ser observada no filme “The Duff”, em que uma adolescente obcecada pela popularidade obtém a desorganização de sua família e saúde.
Sendo, portanto, o culto à padronização corporal decorrente das atitudes sociais e governamentais, um problema na sociedade brasileira, deve ser combatido. Posto isso, cabe ao governo mostrar a valorização da identidade de cada homem, por meio de projetos escolares, que tenham como objetivo expor a desigualdade social e efeitos da adoração ao corpo perfeito. Assim, deve-se conscientizar a comunidade com palestras e preservar a cultura das minorias, raças e etnias. Espera-se com isso que o ser humano esteja a cima de quaisquer status, para que a coisificação não seja uma herança hereditária a futura geração.