O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 17/03/2018

O manequim brasileiro

Durante o período da colonização do Brasil, a cana-de-açúcar tornou-se o principal produto de exportação, ligado apenas a nobreza gerava a imagem do rico em função do grande volume corporal. Atualmente, os ideias de riqueza inverteram-se e a busca pelo corpo “ideal” torna-se cada dia mais intensa. Essa, muitas vezes causada pelo exagerado padrão midiático, gera nas pessoas a obsessiva necessidade de enquadramento e por consequência pode trazer diversos problemas para as mesmas.

O intenso papel da mídia na vida da população brasileira, tem se tornado contraditório quando visualizado pelo aspecto do padrão corporal. Comerciais, novelas e outro programas trazem consigo uma seleção extremamente padronizada levando as pessoas a crerem que aquele é o corpo perfeito e a imporem para si obrigatoriedade de alcançá-lo.

Diretamente conectadas a essas idealizações, estão as exorbitantes dietas de perda de peso as quais, extinguem da alimentação nutrientes essenciais como o cálcio e o ferro, causando problemas geralmente relacionados apenas a idosos. Segundo a terceira lei de Newton, toda ação gera uma reação portanto, a busca pelo corpo “ideal” através de dietas radicais, comete ao indivíduo possíveis doenças como anemia falciforme ou a osteoporose.

Em vista disso, é mais que necessário uma intervenção. O Ministério da Saúde, juntamente com hospitais e prefeituras, deve criar campanhas contra a idolatria corporal auxiliando na diminuição da mesma. As escolas, com o apoio das famílias, podem incentivar palestras com psicólogos em favor da valorização do corpo e a mídia, para efetuar a quebra desse padrão, necessita abraçar diferentes estilos para que não haja padronização de apenas um. Agora, resta apenas que as medidas sejam efetuadas para assim quebrarem com os paradigmas da indústria da beleza.