O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 14/03/2018

‘Infelizmente, a aparência do ser humano ainda é dada pela sociedade como fator primordial. Inibindo assim, o valor de uma filosofia de vida’. A frase da repórter Francielle Mianes deixa claro a nítida relação da valorização da questão estética em detrimento do bem-estar físico e psicológico. Dessa forma, é valido analisar os efeitos da supervalorização corporal e suas consequências negativas para a sociedade, influenciada, em grande parte, pela mídia.

Nesse contexto, os meios midiáticos exercem grande influência para a ditadura da beleza. Isso, se deve ao fato de que, o estereotipo de homem sarado e mulher magérrima é difundido pela mídia. Então, como afirmou Aristóteles, a estética tem como base dois princípios realistas: a teoria da imitação e a catarse. Tal pensamento é seguido por grande parte da população: imitar tais estereótipos. Dessa maneira, vê-se que os efeitos negativos de tal “imitação”: cirurgias plásticas desnecessárias, o uso excessivo de anabolizantes, a anorexia e a bulimia, entre outros.

Outro aspecto a ser abordado, são as consequências psicológicas dessa “imitação”, em sua maioria, negativas. De fato, a anorexia e a bulimia, podem causar depressão, suicídio, distúrbios mentais, entre outros, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Diante do exposto, o Brasil é campeão mundial em cirurgias plásticas, no qual gera um grande gasto para a saúde pública no país. Ademais, segundo a OMS, grande parte destas cirurgias plásticas são desnecessárias.

Em suma, para que os efeitos negativos da ditadura da beleza sejam amenizados, algumas medidas são necessárias. Torna-se imperativo que o Governo Federal, juntamente com o Ministério da Saúde, faça campanhas publicitárias, em outdoors e, por meio das mídias sociais, com o intuito de mostrar o depoimento de pessoas vítimas da bulimia, anorexia, depressão, entre outros, a fim de mostrar a realidade por trás da “perfeição”. Além disso, o Estado, juntamente com os governos municipais, crie centros de recuperação com profissionais especializados (psicólogos, psiquiatras, nutricionistas) com o objetivo de recuperar tais cidadãos. Enfim, somente assim, a aparência deixará de ser fator principal.