O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 24/03/2018

O culto a padronização corporal não é uma invenção atual. Desde o século V a.C, quando houve a ascensão de Atenas, os gregos começaram a valorizar um padrão de beleza ideal, através de pinturas e esculturas ocorria os primeiros vestígios de imposição da perfeição humana.

A imposição de padrões de beleza ocorre em todos os locais. Revistas, sites e propagandas usam modelos como referência de mulher sublime, causando mal-estar daquelas que não se encaixam nesse padrão e gerando preconceito contra essas individuas de belezas diferentes. Essa exigência ocorre devido a vivência em uma sociedade altamente machista e patriarcal, na qual o homem é elogiado por suas habilidades cognitivas e intelectuais e a mulher por uma cintura fina, pernas e quadril torneados e seios proporcionais.

A questão está longe de ser resolvida. Mulheres, em sua maioria adolescentes, sofrem todos os dias devido a valorização dos padrões estéticos, chegando a cometer práticas absurdas para conquistar a tão sonhada “barriga chapada”. Ademais, a determinação de um padrão corporal manifesta-se não só em meios midiáticos, mas também em favor a uma criação machista, na qual desde cedo a mulher é moldada para agradar o público masculino.

Nesse sentido, urge que o Ministério de Saúde, juntamente aos Ministérios de Educação e dos Direitos Humanos, deverão criar grupos de apoio para mulheres que vivem com transtornos alimentares. Mensagens e propagandas também deverão ser transmitidas pelos meios de comunicação governamental (como rádios, TV’s e jornais) e cartazes educativos serem distribuídos pelas ruas, visando a reflexão individual. Por fim, poderá ser feita a desconstrução desses padrões determinados pela sociedade, com o intuito de serem expostas as diferentes formas de beleza. Dessa forma, teremos uma sociedade mais respeitadora e agradável para todos os cidadãos.