O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 12/03/2018
A Vênus de Willendorf, considerada pelos arqueológos um símbolo de fertilidade durante a pré história, foi um dos primeiros padrões estéticos da humanindade. Desde então, as referências de beleza na sociedade foram transformados. Nesse contexto, conforme o pensamento positivista é possível perceber a busca incessante por tentar alcançá-lo e prever a sua continuação e malefícios na realidade brasileira, caso não haja medidas para resolver esse impasse.
Em primeiro lugar, ao avaliar históricamente as origens dos padrões de beleza, nota-se ela vinculada aos moldes europeus, na maioria das vezes. Desse modo, conforme a Sociedade Internacional de Cirurgia Plática Estética, o Brasil é classificado como o segundo maior país realizante de intervenções plásticas. Sob tal informação, é possível opontar as mídias sociais como uma das maiores responsáveis por isso, pois elas transmitem aos indivíduos um padrão longe da sua realidade, os quais recorrem aos procedimentos, colocando em risco a sua vida em clínicas clandestinas, porque não possuem boas condições financeiras.
Em segundo lugar, é importante salientar que o culto à aparência pode gerar graves problemas psicológicos e físicos. Ademais, esse problema se torna ainda maior devido a pressão social ao querer enquadrar todos em uma só referência do belo, sem levar em consideração a diversidade. Em vista disso, muitas pessoas tornaram-se reféns de dietas extremistas e, consequentemente, podendo origirar casos de anorexia e bulimia.
Urge, portanto, a necessidade de reverter esse problema. Dessa forma, cabe ao governo criar um disque denúncia para a população informar a localização de clínicas ilegais com o intutito de intensificar as fiscalizações que serão realizadas pelo Ministério de Saúde. Outrossim, as mídias deverias apoiar a ideia da aceitação do seu corpo através de campanhas de conscientização e realização de programas, na televisão e nas redes sociais, com diversas aparências.