O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 12/02/2018

A existência de padrões de beleza acompanha toda a história da humanidade, as estatuetas de Vênus, por exemplo, representam as características corporais femininas idealizadas na pré-história. Contemporaneamente, na era da informação digital, o culto à padronização corporal no Brasil é fortalecido pela mídia e seus veículos, isso é extremamente nocivo a sociedade, já que afeta emocionalmente, fisicamente e socialmente indivíduos que estão fora do ideal de beleza.

Diariamente as pessoas são passivas ao bombardeio de imagens de corpos considerados perfeitos - seja na televisão, nas revista ou internet -, são esses idealizados e inalcançáveis para a maior parcela da população, que como consequência sente-se constantemente insatisfeita com suas características físicas e tenta a todo custo modificá-las. A falta de representatividade na mídia excluí biotipos que passam a ser alvos de preconceito e pressão social, esta é ainda maior nas mulheres que desde cedo são impostas a padronização de beleza.

Bauman acreditava que a busca pela boa forma é uma compulsão que logo se transforma em vício. Nesse sentido, com baixa autoestima e fragilidade emocional, muitos entram em uma luta desenfreada pelo corpo perfeito. Desse modo, podem desenvolver distúrbios alimentares como: anorexia, bulimia e vigorexia; ou ainda podem se submeter a cirurgias estéticas que representam risco a saúde como qualquer outro procedimento cirúrgico, bem como, chegam a abusar de remédios e exercícios.

Visto isso, para atenuar o problema, cabe aos pais incentivarem desde da infância a autoaceitação de seus filhos, em especial filhas, e exaltarem diferentes  tipos de beleza que não se adequam ao padrão. As escolas devem também, fornecer acompanhamento nutricional e psicológico aos alunos, e debater sobre discriminação, padrões de beleza e suas consequências. Por fim, o poder público deve ampliar campanhas educativas em prol de corpos saudáveis através da mídia.