O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 11/02/2018
“Infinitamente belo, insuportavelmente efêmero.” O filósofo brasileiro Rubem Alves, em seu tempo, já percebia a massificação do pensamento quanto à padronização estética. Nesse contexto, não diferente àquela época, brasileiros buscam o dito “corto perfeito” a quaisquer custo, mesmo que isso ponha em risco a saúde do indivíduo.
Bulimia, anemia, vigorexia, dentre outros. Indubitavelmente o aumento nos casos de psicoses alimentares se relacionam ao culto à padronização corporal. Segundo pesquisas realizadas pela CNB, 4% dos brasileiros sofrem com esses transtornos, além da existência de sites especializados em instruir como praticar tais distúrbios. Tal fato, ratifica que os brasileiros, independentemente das consequências à saúde utilizam quaisquer meios para atingir o corpo idealizado para as massas.
Em segunda instância, nota-se que a mídia desempenha um grande papel colaborador com a manutenção da padronização estética. Quer mostre personalidades galantes, quer subjetivamente manipule modelos de roupa muito inferiores a realidade de determinada sociedade. A ausência de fiscalização governamental favorece a prática por parte da mídia, atingindo um maior número de pessoas.
Assim sendo, cabe ao Estado, através do Ministério da Saúde, elaborar plataformas de atendimento ao indivíduo com a finalidade de promover acompanhamento psicológico e alimentar, a fim de inibir o desenvolvimento de síndromes provenientes do culto ao corpo. Além disso, é dever do Governo Federal junto à midia, produzir campanhas publicitárias com o objetivo de desconstruir padrões estéticos pré-estabelecidos, para que assim a sociedade deixe a percepção de Rubem Alves no passado.