O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 06/02/2018

Segundo a teoria da tábula rasa de Jonh Locke, “o ser humano é como uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências”. Partindo desse pressuposto e tomando como base a história nacional, as pessoas esquecem a diversidade aqui existente, e, assim, iniciarem uma incessante busca por um padrão disseminado. Dessa forma, não se lembram das diferenças biológicas, ao insistirem em uma padronização.

A popularização do corpo perfeito pelos meios midiáticos influencia a população como um todo. E até mesmo crianças que por possuírem senso crítico em formação, crescem com a ideia errônea de uma perfeição existente. E quando alguém se vê distante disso, procuram de todas as formas se enquadrarem. O que não afeta apenas mulheres, como também homens, que transformam academia e anabolizantes numa religião, e as mulheres, recorrentemente sofrem de distúrbios alimentares e depressão, estritamente ligada à baixa auto-estima.

No Brasil, ter a imagem de um corpo perfeito é algo impossível, visto tamanha diversidade desde a colonização aqui existente. No entanto, uma pesquisa realizada pela Dove, constatou que em relação ao mundo, a pressão exercida principalmente em mulheres no solo brasileiro é maior. Em suma, ao perceberem que muitas vezes, alcançar o ideal é algo distante e impossível, uma vez que requisitos inalcançáveis são impostos, tais problemas se agravam.

Segundo Newton, para tirar um corpo da inércia, é necessário ação. Portanto, a mídia como meio de informação das massas, deve procurar inserir a diversidade aqui existente, exaltanto a beleza individual com parcerias a empresas de cosméticos. O Ministério da educação em conjunto com as famílias, deve gerar debates e discussões sobre o assunto desde muito cedo, disseminando a ideia de uma beleza única e a importância de ter saúde como meta.