O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 14/02/2018
O culto ao corpo
Houve um grande desenvolvimento e apoderamento da Indústria Cultural direcionada à beleza desde os anos 80. E, com a ajuda dos meios de comunicação em massa, há o estabelecimento dos famosos padrões estéticos; corroborando para que, tanto homens quanto mulheres, busquem, a partir de medidas extremas, o ideal imposto. Entre as cirurgias de risco e as dietas rigorosas, que trazem inúmeros malefícios para a sociedade, vê-se imprescindível discutir os impactos e as consequências dessa padronização na contemporaneidade brasileira.
O Brasil é o segundo no ranking de países que mais realizam as cirurgias plásticas, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). O que evidencia o modo de vida atual do brasileiro: o sistema econômico altamente opressivo e alienante que, a partir das propagandas e celebridades magérrimas, colaboram para a baixa autoestima e agravam os problemas psicológicos dos indivíduos. Esses fatores induzem ao maior lucro das Indústrias de beleza com produtos estéticos, e à morte de pelo menos uma pessoa por mês devido a complicações nas cirurgias, de acordo com o Portal R7.
Ademais, aqueles que não possuem condições financeiras de seguirem os padrões impostos pela classe alta são sujeitos a desenvolverem os distúrbios alimentares, como a anorexia e a bulimia; e a depressão. Nesses casos, a busca pela saúde torna-se obsessão pelo corpo perfeito e uma preocupação exacerbada com o peso e a imagem corporal, evidenciando a necessidade de acompanhamentos psicológicos. Essa realidade é apresentada na música da cantora Beyoncé: ´´Pretty Hurts´´ e na série original Netflix: ´´To The Bone´´, que mostra a vida de uma menina anoréxica que tenta ao máximo reverter a situação dela com ajuda de profissionais.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) deverá regular propagandas que incitem a adoção de padrões estéticos com maior rigidez, promovendo a diversidade de aparências. Além disso, o Ministério da Educação, aliado as escolas da rede pública e privada, deverá realizar palestras educativas, ministradas por professores e educadores, que abordem o tema, a fim de mostrar o assunto como uma problemática e evidenciar que quem sofre com esses distúrbios precisa de ajuda. Posto isso, será possível mitigar a busca desmedida e exacerbada pela perfeição corporal.