O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/11/2017

Desde o fim na antiga União Soviética em 1991 e a consolidação do capitalismo como sistema econômico mundial, a globalização tem se intensificado e causado inúmeros transformações no cotidiano da sociedade. A busca para fazer parte dos padrões da modernidade é tido como comum e tem provocado prejuízos no incessante desejo pelo “corpo perfeito”.

“As feias que me perdoem, mas a beleza é fundamental”. O famoso verso do poeta Vinicius de Moraes retrata bem o pensamento vigente, disseminado. constantemente por revistas jornais e mídia sociais. Em consequência disso, a busca a qualquer custo para fazer parte do que é imposto pode colocar em risco a saúde física e mental para almejar esteriótipos. Bulimia, anorexia e depressão são efeitos do culto a padronização que pode levar a morte.

Outro ponto negativo é o consumo desenfreado, que, induzido pela mídia e pelas indústrias afim de aumentar seus lucros com a lógica hipercapitalista, vendem a ideia de atingir um corpo perfeito. Zigmunt Bauman, famoso sociólogo polonês, já falava na modernidade líquida e como o egocentrismo tem afetado as relações sociais e o modo de vida da sociedade.

Levando em consideração os fatos mencionados, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da educação deve fazer parcerias com colégios públicos e privados, promovendo palestras e debates para autoaceitação e individualidade de cada um. Ademais, a mídia, assumindo seu papel como grande difusora de opiniões, deve divulgar a singularidade de cada um promovendo uma reflexão sobre o assunto. Quem sabe, assim, a sociedade compreenda a pluralidade de beleza e sua importância.