O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 03/11/2017

Desde os tempos mais remotos a a civilização humana estabelece determinados padrões estéticos que formão um pensamento coletivo do que é aceitável como belo e perfeito. Mesmo entre essas civilizações os padrões acabam por se alterar com o passar do tempo, classificando como belo os corpos mais cheios, cabelos crespos e então se alterando com a passagem temporal.

Na atual sociedade existe uma especie de exigência para que as pessoas possuam corpos esculturais, cabelos lisos, jovens e de preferencia de cor branca. A padronização termina por causar naqueles que não conseguem se encaixar nesse sistema um sentimento de inferioridade que pode levar a tentativas de mudança potencialmente perigosas, como o caso de cirurgias estéticas, como por exemplo as lipoaspirações, que tem como objetivo a retirada de gordura do corpo e promover o emagrecimento, sendo responsável também por ser uma das cirurgias que causam mais mortes no Brasil devido a erros.

Outro problema advindo da padronização é a perca da representatividade na mídia das pessoas não encaixadas nos padrões. E bastante comum em todos os meios de comunicação a presença de corpos considerados esculturais, definidos e belos, já em contra partida, aqueles com corpos mais cheios, e pouco definidos não são encontrados, o que entra em desacordo com o biotipo apresentado pelo parcela dominante da população brasileira.

Um dos meios que poderiam ser utilizados para se diminuir alguns dos problemas com a falta de aceitação dos corpos seria o acompanhamento psicológico para aqueles que desejam realizar procedimentos estéticos de cunho cirúrgico, podendo ser realizado pelo governo como forma de incentivo a auto-aceitação. De forma semelhante o governo também poderia criar incentivos as mídias para promover a inclusão de diferentes biotipos em suas publicidades e programas televisivos.