O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/10/2017

Nos séculos XV e XVI, o movimento cultural nas artes, ciência e política, conhecido como Renascimento expôs corpos belos e perfeitos, através de pinturas e esculturas, caracterizando um contexto de valorização do homem e do culto à beleza. Atualmente, essa busca para atingir um padrão de beleza utópico e idealizado acarreta sérias consequências na sociedade, como a realização de procedimentos cirúrgicos e o desenvolvimento de problemas físicos e mentais.

Em primeiro lugar, é notório que uma das principais consequências da padronização corporal é a realização de cirurgias plásticas. O Brasil se encontra em segundo lugar no ranking de países que mais realizam procedimentos cirúrgicos no mundo. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISASP), somente em 2015 foram realizados mais de 1,2 milhões de cirurgias plásticas. Ademais, muitas dessas cirurgias são praticadas de maneira ilegal e irregular, culminando em complicações pós-cirúrgicas e, em alguns casos, à morte.

É importante destacar também que outro efeito do culto à padronização corporal é o aparecimento de problemas físicos e mentais. Adolescentes têm se submetido à condições de má alimentação e desordens alimentares, como a bulimia e a anorexia, permanecendo abaixo do peso saudável e subnutridos, apenas para atingir um padrão de beleza considerado “ideal”. Além disso, a pressão exercida pela mídia nesses adolescentes apenas agrava essa situação.

Portanto, é necessária a tomada de algumas medidas para solucionar esses problemas. Desse modo, o Ministério da Saúde deve promover a fiscalização de clínicas médicas a fim de diminuir o número de problemas recorrentes. Por fim, cabe ao Ministério da Educação a implementação de psicólogos e nutricionistas em ambientes escolares com o intuito de auxiliar os estudantes e, assim, minimizar os impactos sociais desse problema.