O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/10/2017
Na Grécia Antiga, o culto à padronização corporal demonstravam a busca pela perfeição física. Atualmente, a busca pelo corpo perfeito atinge homens e mulheres de faixas etárias variadas, que estão cada vez mais insatisfeitos com a aparência. Nesse sentido, o culto ao corpo representa causas de transtornos psicológicos e alimentares em uma parcela da população brasileira.
Em primeiro lugar, a mídia influencia o uso de cosméticos e padrões de beleza, que vinculam imagens de corpos perfeitos por meio de vários formatos de programas, novelas, revistas, filmes, dentre outros. Nesse viés, o sociólogo Theodor Adorno dizia, em sua teoria da Indústria Cultural, que os meios de comunicação contribuem para essa questão. Logo, as fábricas de imagem trazem problemas psicológicos, como baixa autoestima e depressão que colaboram para que sacrifícios estéticos sejam realizados por intermédio de cirurgias plásticas.
Além disso, transtornos alimentares como bulimia, que é a compulsão alimentar seguida por vômitos induzidos, e a anorexia, que é a magreza excessiva por meio de ausência de nutrição, são uma consequência do culto à padronização persistente do corpo no Brasil. Sendo assim, de acordo com o portal BBC Brasil, essas são patologias cada vez mais frequentes entre jovens de 12 a 24 anos e do sexo feminino, tornando essa questão um desafio a ser solucionado.
Portanto, medidas fazem-se necessárias para resolver o impasse. Desse modo, o Ministério da Saúde deve implementar tratamentos multidisciplinares em postos de saúde, por meio de atendimentos psicológicos, nutricionais e psiquiátricos exclusivos para atender a população que sofre com transtornos alimentares. Essa medida tem como objetivo prevenir complicações referentes ao culto corporal exacerbado no Brasil.