O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 31/10/2017

Valorizar-se é gratuito

No livro “O visconde que me amava” de Julia Quinn, Colin apaixona-se por Penelope apesar de ela não portar a aparência mais procurada entre mulheres para se casar. Fora da literatura, a realidade adiverte-se. No Brasil, o culto à padronização corporal tornou-se uma condição à inclusão social, tanto na vida profissional quanto particular, seja  afetiva, seja familiar.

A valorização pessoal deveria ser o princípio educacional de qualquer ser, mas as condições propostas revelam a intensa procura por dietas nas redes e roupas que não delatam as gorduras localizadas, deixando à mercê toda e qualquer importância consigo, porém ocupados com a aceitação social. Nesse sentido, em junção com pesquisas realizadas pelo Ministério da Saúde, fica claro que poucos são os que utilizam os meios mais adequados para tal tratamento, como a busca por profissionais especializados à saúde do corpo. Tão logo, grande parte opta pelos meios mais práticos e com isso desenvolvem doenças provindas de distúrbios psíquicos.

Tendo em vista o problema apresentado - advindo da cobrança exterior direcionada aos “fora do padrão” - , o mesmo pode provocar indícios nos indivíduos de doenças como a anorexia, a depressão, pensamentos depreciativos e baixo desempenho escolar e/ou profissional. Esses acontecimentos tem por base o desprezo à forma natural, talvez modificada pela gestação, genética ou tratamentos patológicos.

Urge, portanto, que medidas são precisas para que se resolva o impasse. Assim, cabe assim ao Ministério da Saúde, em parceria com as redes de maior alcance na mídia, alertar a população das sequelas procedentes do uso inapropriado de meios, como dietas rigorosas e exercícios exacerbados, para o alcance do “corpo perfeito”. Para mais, convém ao MEC instruir as Escolas à discussão da necessidade da valorização pessoal e enaltecimento de si sobre opiniões convencionais.