O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 30/10/2017
Em meados do século XIX a obesidade era sinônimo de riqueza/poder, no entanto, com o passar dos anos isso foi tornando-se um problema de saúde mundial. Atualmente o “padrão” corporal perfeito está intrinsecamente ligado à mídia que que estereotipa e divulga padrões excessivos de beleza por meio de novelas e programas, os quais aumentam o desejo pelo corpo perfeito.
No Brasil, agências de modelos são as principais fontes de transtornos alimentares e da padronização excessiva. Pois, modelos que são contratadas precisam estar no peso ideal para os trabalhos, para isso muitas delas decorrem para a bulimia como método para a perda de peso rápida e também ao “jejum prolongado” onde um indivíduo não ingere alimentos durante um período superior à 72 horas.
As principais afetadas com o problema da padronização são jovens meninas entre 15 à 20 anos, as quais muitas vezes, sofrem bullying por estar acima do peso ideal. Nos últimos anos, a internet por meio de blogs e páginas das redes sociais vem disseminando conteúdos que ajudam a agravar o problema da anorexia. Nesses conteúdos é possível encontrar “métodos” para ficar dias sem se alimentar, ou formas de expelir os alimentos. Como pode ser vislumbrado no site “Pró-ana” que dá dicas para manter o transtorno em segredo.
Contudo, devemos nos aceitar como somos, porém sempre nos preocupando com a nossa saúde física e psicológica. Para isso, é necessário que a mídia promova propagandas que alertem as pessoas para os perigos dos transtornos alimentares e que as escolas em conjunto com a sociedade auxiliem os jovens na busca por uma saúde melhor por meio de palestras com pessoas que tenham experiência com os problemas citados.