O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 30/10/2017

O culto à padronização corporal no Brasil é uma espécie de alienação imposta pela Indústria cultural que por meio da mídia dissemina seus valores homogenizadores, sobretudo, no que se refere a instauração de um único modelo corporal, o que seria o ideal e por isso, o que deve ser sempre buscado  por todos. Como consequência disso, tem-se praticamente toda a sociedade a mercê de todos os meios possíveis para se atingir o padrão da beleza, o que faz surgir  a famosa doença psíquica do século, a corpolatria - idolatria do corpo- que pode implicar doenças de distúrbios alimentares e a  depressão, que infelizmente, podem levar ao óbito.

É válido frisar a eminente alienação imposta pela Indústria cultural como a principal agente do impasse apresentado. Essa indústria tem como objetivo homogenizar as massas, por meio da criação de uma padronização, disseminada pela mídia, com o intuito de aumentar suas vendas. E a criação do padrão de um corpo ideal foi uma das principais estratégias para isso. Como ratificação, tem-se pesquisas levantadas pela Revista Superinteressante que aponta que mais de 70% das mulheres e 40% dos homens brasileiros já se submeteram a alguma dieta exótica, à aquisição de produtos de beleza e a treinamentos exaustivos na academia em busca do corpo ideal como a de modelos de revistas. À vista disso, a Indústria cultural adquire uma boa rentabilidade.

Dessa forma, percebe-se o grande percentual de pessoas submetidas a essa padronização que pode implicar severas consequências. A corpolatria é uma delas. Esta é um tipo de doença psíquica em que  a pessoa está sistematicamente preocupada  com sua aparecia física, negligenciando até a sua saúde. E isso pode levar o desencadeamento de outras doenças como a anorexia e a bulimia que se não tratadas podem levar a morte. Ademais, um indivíduo que não se enquadrar nessa padronização cultural por ter, por exemplo, excesso de peso, pode se sentir excluído e desenvolver depressão.

Por conseguinte, percebe-se que o culto à padronização do corpo no país só tem implicado  danos à população. Por assim ser, é preciso que haja campanhas e palestras educacionais, promovidas pelo Ministério da Educação, com verbas provindas da Receita Federal, que disseminem ideais sobre o corpo que vão de encontro com os financiados pela Indústria cultural, incentivando, por exemplo, a valorização e aceitação do próprio corpo, bem como a busca pela heterogeneidade, isto é, a busca da própria identidade, já que está rompe a homogeneidade que é o objeto que aliena a sociedade. Aliás, o Governo Federal também deve utilizar-se de meios midiáticos para promover propagandas que incentivem a aceitação do indivíduo como ele é, visto que a não aceitação, por poder desenvolver diversas doenças, virou caso de saúde pública. Assim, o impasse será bem resolvido.