O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 25/10/2017
Segundo o filósofo alemão Friedrich Nietzsche, o homem possui uma vontade insaciável, vivendo em uma constante busca pela perfeição. Analogamente, é visto que hoje homens e mulheres têm vivido em busca de um corpo ideal, padronizando formas e hábitos de comportamento. Por certo, tais métodos ocasionam em sérias consequências, como a anorexia, bulimia, exclusão social e depressão, mostrando-se necessária a criação de medidas de prevenção e tratamento.
O número de pessoas que buscam uma aparência notável tem crescido juntamente com a quantidade de novas academias, centros estéticos e dietas milagrosas. Uma das responsáveis por esse culto à beleza é a mídia, devido à promoção de concursos e programas que exaltam a aparência estética dos participantes, além de destacar uma semelhança existente entre os considerados modelos. Dessa forma, com a criação de um padrão, a população tende a procurar atingi-lo, como retratado no pensamento de Nietzsche.
Entretanto, em grande parte dos casos o êxito não é alcançado, gerando graves consequências aos indivíduos. Além disso, a não aceitação do próprio corpo provoca certa exclusão social, que se não tratada pode vir a se tornar uma depressão, provocando o aparecimento de transtornos alimentares, como a bulimia e a anorexia. Em consequência disso, tem-se visto que desde a adolescência, há a criação de padrões inatingíveis com o intuito de que no futuro, por meio dessas práticas, consigam atingir seus objetivos.
Em suma, embora com o passar dos anos os padrões de beleza tenham se diversificado, a busca pela aparência ideal se mantem presente no cotidiano do brasileiro. Sendo assim, a mídia deveria promover a diversificação de seu elenco e a substituição de programas relacionados à beleza por programas que promovam dicas saudáveis, para que as pessoas deixem de pensar que as qualidades físicas são fundamentais e passem a valorizar o bem estar corporal.