O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 25/10/2017
Na mitologia, Narciso foi um homem que quando deparou-se com seu reflexo no rio apaixonou-se profundamente por sua imagem, e de tanto vangloriar-se, morreu afogado. Hodiernamente, o sociedade adota um caráter narcisista, visto que busca incessantemente a padronização da beleza. Entretanto, esse desejo, em princípio, deixa de ser um cuidado com a saúde, transformando-se em transtornos físico, mental e social.
Em primeiro lugar, pesquisas assumem que 83% das mulheres brasileiras sentem-se pressionadas a atingir a definição de beleza. Isso reflete na tentativa frustrada de adequação aos padrões corporais feita de forma nada saudável: alimentação irregular, uso excessivo de remédios, baixa ingestão de calorias diárias necessárias, entre outros. Essas ações acarretam consequências prejudiciais ao bem-estar humano, haja vista que afeta tanto a saúde física quanto a mental; suscitando doenças como bulimia e depressão, respectivamente.
Ademais, a insegurança presumida pelo distanciamento do corpo tradicional e desejado, atrelado aos transtornos físicos e psicológicos, proporciona a diminuição da autoestima pessoal - fator esse que acomete diretamente a qualidade de vida humana, cujo não abrange somente a satisfação de beleza corporal. Essa insegurança motiva o indivíduo a recuar-se perante a sociedade, devido ao medo de ser recriminado e julgado, ocasionando, assim, sua autoexclusão.
Em suma, é imprescindível que a população seja alertada sobre os riscos gerados pela padronização corporal. A fim de atenuar o problema, o Ministério da Saúde veiculado à mídia deve emitir campanhas de cunho conscientizador nas emissoras abertas de televisão. Além disso, o SUS (Sistema Único de Saúde) deve aumentar a quantidade de psicólogos e nutricionistas com o propósito de auxiliar maior parcela civil, para que, assim, seja possível minimizar o impasse social e garantir melhor qualidade de vida à todos.