O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 24/10/2017
Ao analisar o tema, vê-se que o culto à padronização corporal não é uma invenção atual, desde a Primeira Guerra Mundial, época em que a cirurgia plástica avançou imensamente, o ser humano sente a necessidade de corrigir possíveis imperfeições em seu corpo. O problema se dá quando as consequências da busca à perfeição não são medidas.
Em primeiro plano, temos as mulheres que sofrem com a pressão diária da sociedade para se encaixar em um padrão de beleza criado pela mídia. Está se tornando normal ver meninas cada vez mais jovens preocupadas com a aparência. No caso das que não possuem recursos financeiros para realizar cirurgias como a lipoaspiração,muitas recorrem a métodos duvidosos como dietas que prometem emagrecer em poucos dias, ou passam até mesmo horas/dias sem se alimentar, causando distúrbios alimentares como a anorexia.
De outra parte, também temos os homens que em busca de corpos musculosos, abdomens sarados sacrificam sua saúde com horas na academia, muitas vezes com exercícios excessivos e chegando a ingerir anabolizantes sem prescrição médica. Além disso, temos as pessoas que não se satisfazem com apenas uma mudança ou outra, mas exageram e gastam milhões em intervenções estéticas, como é o caso do “Ken Humano”, um jovem brasileiro que dedicou suas economias e prejudicou sua saúde em diversas cirurgias para se assemelhar com um boneco.
Neste contexto, afim de atenuar o problema, a mídia pode abordar de forma consciente como assunto de suas novelas e trazer discussões em seus programas, visto que causa forte impacto na vida social. Ao ministério de saúde, por sua vez, compete promover campanhas e mostrar que nem sempre um corpo magro e perfeito é um corpo saudável. Além disso, com base no pensamento de Immanuel Kant que “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele” deve-se trazer o tema como palestra nas escolas, afim de conscientizar as crianças desde cedo. Dessa forma o empecilho será paulatinamente resolvido.