O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 24/10/2017

O farsa do inalcançável

O Brasil é reconhecido mundialmente pelas belas paisagens e pela beleza de seu povo, principalmente no quesito praias, devido o extenso litoral que concentra em alguns pontos grande conglomerado populacional. Outro fator de destaque é a exposição do corpo quase nu no carnaval. Entretanto, a ditadura da beleza tem apoio de uma indústria crescente atualmente no cenário mundial. Com efeito, não é razoável que essa padronização corporal impeça o cidadão de se sentir aceito na sociedade.

Em primeiro plano, o Fato Social, objeto de estudo do sociólogo  Durkheim, determina que esse culto ao corpo exagerado advém de uma rejeição por grande parte da comunidade caso a pessoa não se enquadre nas medidas postas como aceitáveis. A esse respeito, a mídia, os filmes, as piadas, as revistas potencializam esse fato social ao associar acontecimentos ruins às pessoas de estética diferente da defendida pelos meios de comunicação. Sendo assim, a ditadura do corpo ideal é posto em prática, obrigando todos a se encaixarem nos moldes estabelecidos, tendo como recompensa, sucesso na vida amorosa e profissional.

De outra parte, é importante observar que esse fato é de origem recente e é sustentado por uma indústria cada vez mais lucrativa. Nesse contexto, a imagem é vendida de forma a ser acessível a todos e de maneira muitas vezes sem dificuldade alguma, apenas pelo preço a ser pago. Conquanto, as empresas desse setor ignoram a individualidade biológica de cada um, vendendo sonhos impossíveis. Sendo assim, muitas pessoas com a esperança de obter êxito e conquistar a felicidade prometida, apenas gastão dinheiro e permanecem frustadas.

Consoante as ideias abordadas, concerne confrontar essa padronização corporal imposta à sociedade brasileira. Nessa perspectiva, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deve arquitetar um setor para fiscalizar  se as promessas contidas nas embalagens e propagandas condizem com a realidade. Esse setor, por intermédio da retirada de imagens meramente ilustrativas das embalagens e proibição de marketing do produto feito por quem não o utiliza devidamente, busca reduzir o número de pessoas enganadas. Com tais ações, espera-se que a realidade dos corpos sejam mostrados e que o padrão não é ter um padrão.