O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 25/10/2017

“A beleza dói… a perfeição é a doença da nação”. A canção “Pretty Hurts”, da cantora norte-americana Beyocé, aborda a intensificação do culto ao corpo, onde os indivíduos experimentam uma crescente preocupação com a imagem e a estética. A consolidação dos padrões de beleza, estabelecidos pela mídia, podem trazer inúmeros malefícios à sociedade, tornando necessário um debate acerca de seus aspectos.

É importante ressaltar que existe uma negligencia acadêmica quanto à abordagem temática. Segundo Immanuel Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. Entretanto, no Brasil muitas escolas se ausentam sobre o debate das diversidades de beleza e da importância da aceitação pessoal, fortalecendo um comportamento de padronização corporal no país. Tal fato pode ser ratificado pela apatia do meio estudantil frente aos numerosos casos de bullying ligados à estética.

Outrossim, a busca pelo corpo perfeito está consolidada nos valores culturais brasileiros. O Brasil, reconhecido mundialmente por sua beleza feminina, é um palco de constantes cobranças para atingir o inalcançável padrão corporal imposto pela mídia. De acordo com uma pesquisa realizada pela marca de cosméticos Dove, o país está acima da média global na porcentagem de mulheres que se sentem pressionadas a atingir o corpo ideal. Evidenciando, portanto, o fato de que as exigências aos esteriótipos de beleza estão associadas a identidade nacional de forte culto à padronização estética.

Desse modo, cabe às escolas em parceria com ONG’s, por meio de palestras e debates nas salas de aulas, orientar a população acerca da relevância da aceitação pessoal. Além disso, a mídia, enquanto formadora de novos comportamento e opiniões, deve desenvolver, através de campanhas na internet e nas ruas e propagandas educativas nos veículos de comunicação, projetos de propagação das heterogeneidade estética existentes no país.