O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 23/10/2017
No livro Cinderela, a protagonista se destaca por ser a garota mais bela de todas, mostrando a importância da boa aparência no mundo. Em nossa realidade, o culto à padronização corporal no Brasil se mostra presente até mesmo nas histórias infantis, influenciando nosso povo. Isso se evidencia não apenas pelas propagandas, como também pela necessidade de vender produtos de beleza.
Segundo a teoria da tábula rasa de John Locke, “o ser humano é uma tela em branco que é preenchida por experiências e influências”. Analogamente, percebemos que o filósofo está correto em sua afirmação pois é perceptível que a publicidade infantil interfere no comportamento dos jovens, estes que buscam atingir padrões de beleza impossíveis. Sendo assim, essa mentalidade é auto destrutiva para os próprios que muitas vezes desenvolvem doenças como anorexia, bulimia e vigorexia.
Outrossim, desde os processos denominados “Revoluções Industriais” e a ascensão do capitalismo, o homem tem procurado o lucro em troca de seu detrimento. É notável que o mercado de cosméticos criou uma necessidade de consumo entre adultos e jovens fazendo uso do marketing e de ferramentas digitais como Photoshop. Logo, um ciclo de compras é formado que só pode ser quebrado através da conscientização coletiva.
Por conseguinte, é preciso que medidas sejam tomadas para combater o culto à padronização corporal. Nesse contexto, cabe às escolas observar e oferecer ajuda profissional para crianças, a partir de palestras com psicólogos e nutricionistas, visando proteger os menores de doenças e problemas psicológicos. Ainda, cabe ao governo conscientizar a população sobre o consumo, através de programas sobre educação financeira e psicologia nos meios de comunicação como TV, internet e rádio, a fim de quebrar esse ciclo de influências. Só assim o Brasil será um lugar melhor para todos.