O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 20/10/2017
O anseio pelo corpo perfeito atinge muitas pessoas pelo mundo, sendo esse fato relacionado, principalmente, ao ideal de beleza feminino. Dessa forma, vários artistas usam de sua influência para retratar os transtornos ocasionados por tais anseios, como a cantora Beyoncé, na canção “Pretty Hurts”. O Brasil, nesse contexto, apresenta problemáticas pertinentes no que diz respeito ao culto de padronização do corpo, não se pode negligencias duas dessas: a pressão social e as sequelas ocasionadas.
Em primeira análise, cabe pontuar que o ideal de beleza, além de subjetivo, é influenciado pela cultura e sociedade que se insere. Não obstante, é possível afirmar a influência da beleza européia e norte americana no Brasil, desde as Grande Navegações e, contemporaneamente, com as Aldeias Globais. Desse modo, influenciados pela pressão social, os índices de cirurgias plásticas no país é o segundo maior do mundo, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica e Estética. Sob essa óptica, tais dados ilustram a obsessão de brasileiros, com uma parcela significativa de mulheres, por atingir padrões no formato do rosto, assim como, tamanho e proporção corporais.
Por conseguinte, diversos transtornos psicológicos, como a depressão, ansiedade e hábitos compulsivos, podem ser desenvolvidos pelos indivíduos que não se aceitam fisicamente. Outro ponto importante a ser considerado são as doenças como a anorexia, bulimia e compulsão por comer, que têm acometido muitos jovens brasileiros. Uma prova disso, está nos dados apresentados pela Secretaria de Saúde de São Paulo, onde aponta que quase 80% dos adolescentes apresentam propensão para desenvolver essas patologias, sendo que a maioria acredita que a felicidade se encontra no culto à magreza.
Para atenuar esse cenário, portanto, faz-se imprescindível que seja desenvolvido pelo do Ministério da Saúde, através dos meios midiáticos, nas emissoras de televisão e rádio, a exposição de relatos curtos de pessoas que já passaram pela pressão de se obter um corpo perfeito nos moldes sociais, como atores e cantores, visando a possibilidade de aceitação maior pelos brasileiros e redução da busca excessiva por moldes, mas intensificação da busca pela saúde. Além disso, faz-se pertinente que o Ministério da Educação, associados com ONGs e Secretarias de Educação municipais, possa desenvolver palestras socioeducativas, voltadas aos adolescentes e pais, tendo como função promover discussões sobre os problemas relacionados a beleza para os adolescentes e os problemas de físicos e psicológicos que muitos sofrem, buscando atenuar os transtornos por meio de diálogos e conscientização familiar. Logo, o Brasil, poderá, paulatinamente, promover a diversidade da beleza.