O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 19/10/2017
De acordo com o filósofo prussiano Nietzsche, o homem possui um desejo insaciável. Nesse sentido, muito se debate sobre a questão da busca pelo corpo “ideal” no Brasil. No final do século XX, com a globalização a todo vapor, a maior parte dos brasileiros queriam ser como os atores de Hollywood, fazendo de tudo para se encaixar nesses padrões. Esse cenário ainda persiste e revela dois aspectos importantes: o crescimento do número de cirurgias plásticas e das dietas “milagrosas”.
Em primeiro plano, a busca pela perfeição corpórea, através de procedimentos estéticos, representa um grande risco. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, o Brasil é o 2º país no mundo que mais faz o uso desses tratamentos. Infecções causadas pela incompatibilidade entre corpo e próteses, trombose e necrose são riscos que um paciente corre ao ser submetido a esse tipo de cirurgia. Vale destacar que a necrose é morte dos tecidos devido a falta de oxigenação.
Além disso, a utilização das chamadas dietas “milagrosas” representa outro agravante da questão da padronização corporal. Em contexto hodierno, a preocupação em emagrecer está em alta, dessa forma, muitas pessoas acabam adotando hábitos alimentares radicais e que comprometem a saúde dessas. Pele ressecada, cansaço, tontura e doenças como a anemia são algumas das consequências de quem segue essas dietas, e que mostra a gravidade do atual cenário.
Infere-se, portanto, que o culto a padronização corporal no Brasil representa um grande desafio. Sendo assim, o Ministério da Saúde em parceria com as escolas deve trabalhar para evitar a utilização desses métodos. Para isso, palestras de cunho educativo nas escolas tornam-se necessárias, pois, por meio dessas os estudantes poderão, a longo prazo, obter o conhecimento necessário a respeito dos riscos do uso desses práticas. Assim, o número de pessoas que faz o uso desses procedimentos poderá, enfim, diminuir.