O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 19/10/2017
A idealização corporal não é exclusividade do século XXI, já que na Grécia Antiga o corpo atlético era valorizado e tido como perfeito. Atualmente, entretanto, devido ao advento das tecnologias de informação, essa padronização se torna cada vez mais evidente.
Primeiramente, os meios de comunicação em massa são os principais difusores dessa idealização, já que novelas, filmes, seriados e, principalmente, propagandas apresentam um mesmo estereótipo, relacionando um padrão de beleza com ser bem sucedido, fazendo com que muitas pessoas pensem dessa forma. Além do mais, as redes sociais também apresentam papel fundamental para esse culto a padronização, pois seus usuários são frequentemente bombardeados por publicações que enaltecem e incentivam a busca por esse falso estereótipo.
Com isso, uma sensação de insegurança é gerada naqueles que não apresentam esse certo tipo de corpo, como Nietzsche dizia que nada é mais seguro do que ser igual a todo mundo. Sendo assim, na busca de saciar esse sentimento e se sentirem aceitos na sociedade, muitos indivíduos optam pelo uso de esteroides, que são altamente prejudiciais à saúde, e outros, infelizmente, acabam desenvolvendo sérias doenças como bulimia, vigorexia e anorexia, que geram bastante sofrimento e, até mesmo, risco de morte.
Portanto, medidas são necessárias para a diminuição dessa supervalorização corporal. Posto isto, a ação de ONG´s em parceria com o Ministério da Educação é imprescindível, provendo palestras e debates, em escolas e universidades, para a quebra desse estereótipo e a conscientização da diversidade de belezas. Paralelamente a isso, uma regulamentação por parte da CONAR, impedindo que a padronização corporal seja incentivada em propagandas, diminuiria esse sentimento de insegurança e de busca ao corpo ideal, gerando assim, uma maior aceitação pessoal.