O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 20/10/2017

A primeira Guerra Mundial trouxe diversas consequências para a sociedade, dentre elas, evidencia-se o avanço da medicina, principalmente na cirurgia plástica. Todavia, atualmente existe um número exacerbado desses procedimentos estéticos, devido ao contexto do culto ao corpo que recrudesce diariamente. Diante disso, convém analisar as mais relevantes causas desse problema.

Em primeiro lugar, é notório destacar o padrão de beleza imposto pela sociedade. Isso porque muitas pessoas ao verem nas televisões, em filmes e novelas, atores com corpos considerados perfeitos, buscam atingir este ideal renunciando à saúde pela perfeição. Este fato desencadeia diversos distúrbios como a anorexia e a bulimia que são cada vez mais comuns nos jovens, e estima-se que no Brasil afetem 100.000 adolescentes, dos quais 90% são mulheres.

Além disso, enfatiza-se a indústria que juntamente a esse padrão inalcançável, incentiva as pessoas a gastarem cada vez mais com roupas, procedimentos, uso de anabolizantes e remédios para emagrecer. Porém, seu objetivo é lucrar com essa nova tendência “fitness” que se propaga pelo mundo. Um exemplo disso é o Rodrigo Alves que se submeteu a 50 cirurgias para ficar parecido com o boneco Ken. Entretanto, além das pessoas deteriorarem a saúde, existem as que não possuem condições para obter esses resultados e utilizam formas mais baratas e prejudiciais para estarem na moda.

Com a finalidade de diminuir esta padronização corporal, o Governo Federal tem de promover uma lei que regulamente as propagandas que mostram um corpo inalcançável e incentivam padrões prejudiciais à saúde. Ademais, cabe ao Ministério da Educação proporcionar palestras nas escolas que expliquem a importância de possuir um corpo sadio e os riscos que práticas como anorexia e bulimia trazem para a vida. Somente assim, a população entenderá que todos os corpos são belos e que o relevante é ser saudável, e assim, o país se desenvolverá.