O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 20/10/2017

A busca pelo corpo perfeito data desde a antiguidade clássica, mas nunca se tornou tão sufocante estar fora do padrão de beleza. Tal padronização é definido socialmente, variando com o tempo e com a cultura. Esse molde tem grande impacto em toda a população, especialmente nos mais jovem, que estão mais suscetíveis às influências do meio, e desencadeiam uma serie problemas de ordem social e de saúde para aqueles que não estão dentro dele.

O ideal de beleza grego ainda hoje é percebido na sociedade brasileira atual, isso pode ser observado pela explosão do modelo de vida “fitness” e saudável, que a mídia vende, e pelo crescente número de academias. Entretanto, a padronização é condicionado socialmente tendo como faxada, muitas vezes, a busca pela saúde, não necessariamente uma escolha pessoa do individuo, pois o meio os pressiona a encaixarem nesse molde. Ainda, o mercado de trabalho  cobra esse padrão em diversas profissões, e quem mais sobre com tal problemática são os jovens e as mulheres em geral, esses são vistos socialmente como objeto de desejo e ornamentação mesmo exercendo competência igual ao homem, e aquele por estar mais  suscetível as críticas e influências do meio.

Em razão disso, dietas radicais, exercícios físicos em excesso,  procedimentos estéticos e cirúrgicos estão tão popularizados. A saúde, contudo, muitas vezes, é deixada em segundo plano e diversas doenças se popularizam, como a anorexia e bulimia. Tais enfermidades consistem pela distorção da imagem corporal, restrições alimentares e até mesmo o uso de laxantes e vômitos forçados numa tentativa de se atingir o peso e a imagem vista como ideal.

Urge, portando, que o governo junto com a mídia trabalhem juntos para libertarem a sociedade brasileira dessa fôrma que os foi imposta. Então, cabe  ao Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, realizar palestras em escolas sobre a aceitação do corpo e sobre os perigos da anorexia e bulimia. Ainda, ao Governo Federal, subsidiar campanhas na televisão e nas redes sociais para que a os cidadãos se aceitem, respeitando suas individualidades, desmistificando o corpo perfeito. À mídia, que cada vez mais introduza pessoas que estão estão socialmente fora do padrão cobrado, mostrando que ser diferente é normal e que cada individuo tem sua particularidade, porque representatividade imposta, pois o jovem ao se ver representado na mídia saberá que não há nada de errado com o seu corpo e sua autoestima e saúde física e mental serão preservados. Assim, em conjunto, a despadronização do corpo poderá ser uma realidade.