O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 18/10/2017

Perfeição superficial

Não é de hoje a preocupação do ser humano com a aparência física. Na antiguidade clássica, o aperfeiçoamento do corpo estava associado ao desenvolvimento intelectual. Na contemporaneidade, esse costume está relacionado a uma pressão social sobre os indivíduos, produzindo efeitos negativos à saúde física e psicológica as pessoas.

Para Theodor Adorno, sociólogo da Escola de Frankfurt, os meios de comunicação passaram a controlar a população por meio da homogeneização de determinados comportamentos, como por exemplo, a padronização da estética corporal. Nesse sentido, é possível perceber que as pessoas passaram a idealizar algumas características vistas na televisão, como o abdômen seco e a perna definida. Sendo assim, aumentou de maneira expressiva a procura por academias de ginástica e clínicas de cirurgias plásticas.

Contudo, essa busca incessante pela perfeição teve como consequência o aparecimento de vários distúrbios relacionadas à alimentação. Ademais, o uso indiscriminado de algumas substâncias, como esteroides anabolizantes, resultaram no aparecimento de doenças hepáticas e cardiovasculares. Além dos problemas relacionados à saúde, houve também alterações nas relações interpessoais, pois, ao perceber que o objetivo não foi atingido, a pessoa afetada passou a se isolar da sociedade, com medo ou vergonha do julgamento dos outros.

Destarte, é fundamental o apoio governamental para alertar sobre esse mal. Deve haver, portanto, uma iniciativa do Ministério da Saúde em divulgar, por meio da internet e da televisão, as consequências relacionadas ao uso de medicações para perda de peso ou ganho de massa muscular sem prescrição médica. Deve ser divulgado também, as patologias que podem surgir como resultado de uma dieta sem orientação de um nutricionista. Essas ações tem o objetivo de reduzir os casos de doenças físicas e psicológicas relacionadas à obsessão corporal.