O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 16/10/2017
Para o filósofo Platão, o importante não é simplesmente viver, mas ter uma rotina com qualidade de bem-estar. Depreende-se, nesse sentido, que o culto à padronização corporal no Brasil é cenário inaceitável a ser resolvido. Isso porque tal impasse pode ferir princípios filosóficos e impulsionar, por consequência, realidades danosas aos afetados pela problemática - fato que é resultado direito de ensinamentos midiáticos.
De início, nota-se que, segundo a Organização Mundial da Saúde, saúde é considerada como conforto mental, físico e social. As vítimas do impasse, contudo, têm o psicológico demasiadamente afetado, haja vista as quase incessantes buscas para adquirir o “corpo ideal”. Surgem, à vista disso, várias doenças decorrentes desse panorama, como são os casos da bulimia e da anorexia - que são transtornos mentais alusivos também a malefícios corporais. Percebe-se, dessa forma, que não é razoável permitir esse contexto ser comum no país, uma vez que a saúde de inúmeros indivíduos é colocada em situações prejudiciais.
Diante disso, ainda convém compreender que, assim como o crítico George Orwell alega, os meios de comunicação podem ser considerados como controladores de massa. Assim, por meio de, por exemplo, novelas e revistas, o sistema midiático - que costuma propagar determinados padrões corporais - age decisivamente na manutenção do impasse, uma vez que estruturas magras femininas e complexos musculosos masculinos são rotineiramente veiculados como sinônimos de vida saudável e socialmente aceitada. Não é à toa, por conseguinte, que famosos como Giselle Bundchen e Caio Castro, ou seja, indivíduos que se encaixam nesses esteriótipos, sejam vistos como exemplos a serem seguidos pela sociedade. Destarte, a problemática deve ser solucionada tanto pelo combate às doenças causadas por essas circunstâncias, quanto pela valorização de todas estruturas corporais.
Esse panorama, portanto, é contratempo originado, principalmente, pela mídia e acarreta malefícios. Para resolver isso, cabe a organizações não governamentais começar uma parceria com a própria mídia para abrir planos de enaltecimento à diversidade brasileira, ora pela criação de propagandas que englobem variados tipos de beleza, ora pelo debate sobre o tema em programas de entretenimento. Acresce, ainda, que compete ao Ministério da Saúde, por intermédio da criação de projeto que ofereçam urgência em acompanhamentos com psicólogos de, no mínimo, três meses aos afetados pelo problema, dar base a vítimas de doenças como anorexia e bulimia, que tendem a ser causadas por pressão social. Feito isso, os esteriótipos corporais deixarão de ser grande obstáculo no Brasil e o bem viver platônico passará a ser mais comum no país.