O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 30/11/2017

Na Grécia Antiga, a busca pela racionalidade levou os homens a humanizar os deuses do olimpo porém, para reforçar seu caráter divino, seus corpos eram pintados e esculpidos  com musculaturas bem definidas, criando, dessa forma, um padrão corporal que seria cultuado por todos. No entanto, a busca incanssável e desequilibrada pelo padrão corporal perfeito pode ser doentio, ocasionando transtornos alimentares e psicológicos.

O culto ao padrão corporal disseminou-se no meio social. Com excessão da Idade Média, a arte foi grande responssável por difundir esse ideal, destaca-se, Davi de Michelangelo, que expõe a perfeição corporal cultuada por muitos de maneira obsessiva. Ressalta-se ainda, a indução da indústria da moda, ou seja, quase que a totalidade dos estilistas produzem roupas para um padrão muito específico de corpo, induzindo à busca desenfreada por esse molde corporal.

Esse contexto tem levado inúmeros indivíduos a adoecerem na busca do corpo ideal, tornando-se um problema de saúde pública. Destaca-se como exemplo os casos de “bulimia” e “anorexia”, as quais podem produzir distúrbios nutricionais, debilitando a saúde da pessoa. Salienta-se ainda o risco das excessivas cirurgias estéticas, as quais, como no caso do jovem conhecido como ken brasileiro podem, em consequência da busca pelo visual perfeito, levar à morte. esse cenário preocupa e deixa clara a necessidade de uma ação mediadora, capaz de evitar os excessos.

Diante do exposto, entende-se ser fundamental uma contra cultura à padronização cultural, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Justiça, devem exigir de organizadores de desfiles de moda a contração de modelos com padrões corporais mais comuns, abolindo os padrões esqueléticos. Ressalta-se ainda, a necessidade do Ministério  da Saúde investir em campanhas publicitárias, alertando sobre os riscos do culto desequilibrado à padronização do corpo.