O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 14/10/2017

Desde a Idade Média, o culto à padronização corporal tem sido um dos principais confrontos que o ser trava consigo mesmo, sobretudo, no que tange a criação de esteriótipos culturais que transcorrem por gerações.Nesse sentido, a busca pelo corpo perfeito, agrega-se a imagem de beleza imposta  pela sociedade, visto que a resignificação de padrões corporais aliado à manipulação da Indústria de Massas, corroboram para a acentuação dessa problemática.

No Brasil, quando da chegada da família real em 1808, foram introduzidos valores europeizados de beleza que, no decorrer do tempo, passaram por transformações ininterruptas em seus moldes.Segundo Weber, toda ação social, quando compartilhada, promove relações sociais. Nesse viés, o pensamento proposto por ele, acaba por se enquadrar em uma reflexão crítica acerca dos padrões que se estabelecem em determinadas culturas, as quais demostram a perpetuação de valores que descaracterizam as verdadeiras raízes culturais.

Outrossim, está a Indústria Cultural como precursora de esteriótipos sociais . Segundo Adorno e Horkheimer, a Indústria de Massas é o meio pelo qual o capitalismo destitui a racionalidade crítica das pessoas.Nessa perspectiva, a busca pelo capital se constitui uma das principais causas da criação de valores sociais distorcidos, os quais promovem a figura do que é ou não ser “belo” em uma sociedade marcada por padrões e instituições arcaicas.

Urge, portanto, que o Estado, na figura de promotor do bem-estar social, promova palestras de valorização da cultura nacional, com a destinação de ônus e profissionais habilitados em discurso ufanista, afim de atenuar essa problemática. As secretarias estaduais de educação, por sua vez, devem fomentar, junto as escolas, projetos de conscientização de práticas consumistas, com dinâmicas e bonificações aos alunos mais regulares, para que, assim, o risco de alienação seja  gradativamente minimizado.