O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 13/10/2017

Segundo Durkheim, todo tipo de pressão ou constrangimento exterior exercido sobre alguém é fato social, porque possui existência própria na sociedade e não são controladas pelo individuo. É possível afirmar que o culto ao corpo perfeito no Brasil do que a sociedade impõe como belo e ideal não só através da mídia mas também da criação dada pelos pais aos filhos.

No que refere a mídia, percebemos uma grande influência, seja através de dietas milagrosas para emagrecer, ou procedimentos estéticos. Recentemente, acompanhamos o caso da modelo Andressa Urach, que em busca do sonhado corpo ideal, se submeteu a procedimentos com produtos proibidos pela Anvisa, e quase veio a óbito. Outro caso interessante, é do Ken humano, um jovem rapaz obcecado pelo desejo de ser idêntico ao boneco. Casos que viram notícias em capas de revista e canais de comunicação, que hipocritamente, os incentivam intensamente em alcançar o padrão de perfeição.

Vale também ressaltar que a criação dos filhos(principalmente as meninas, que são principais vítima dessa busca inalcançável pelo padrão imposto) é fator crucial da autoestima destes. Quando se exige por exemplo, de um adolescente que emagreça para ser aceito na sociedade, é aberta uma porta para doenças como Anorexia, onde se come o mínimo ou nada, ou a Bulimia, que após ingerir o alimento é forçado o vômito. Além dos transtornos emocionais que esse jovem passa a ter.

Medidas, portanto, são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde deve incentivar através de campanhas a não aceitação pelo padrão de corpo ideal impostos pelas revistas. Deve-se também fiscalizar os conteúdos expostos e eliminar os que foram maléficos a saúde. Somada a atuação presente dos pais através de diálogos e trabalhando a autoestima dos filhos e os incentivando a se aceitarem do jeito que são.