O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 12/10/2017
O brasileiro está cada vez mais preocupado com a aparência, tanto mulheres quanto homens. Todos têm buscado desenvolvimentos, novos serviços e produtos de beleza para entrarem num padrão. O padrão corporal - de beleza - sempre existiu no Brasil e no mundo. Entretanto, na última década, o número de pessoas preocupadas com esse padrão aumentou significantemente na sociedade brasileira, isso também pelo aumento da mídia na vida das pessoas. Diante disso, deve-se analisar como a mídia e a saúde influenciam na perpetuação do problema em questão.
Sendo assim, a mídia é um gatilho para quem sofre por uma aceitação corporal. Propagandas mostram um padrão de beleza único, muitas vezes, mulheres com um corpo magro, altas, brancas e de olhos claros. Porém, os homens são homens musculosos, altos, brancos e magros. As redes sociais como o Facebook, Instagram e o Tumblr, também influenciam jovens a buscarem corpos bonitos ou um padrão de estética em geral, aumentando a busca de “aperfeiçoamento” de beleza. Com isso, propagandas e exibições em redes sociais relacionadas à estética fazem surgir o bullying nas escolas. Meninas são as que mais sofrem com o bullying e o cyberbullying (bullying cometido virtualmente).
Além disso, a falta de preocupação com a saúde é grande quando o foco é apenas um corpo bonito. Os transtornos alimentares, a anorexia e a bulimia, são comuns em jovens que buscam uma aparência mais bonita. Os transtornos alimentares geralmente surgem pela falta de aceitação da pessoa e a vontade de ser cada vez mais magra. No filme da Netflix, “O mínimo para viver”, a personagem sofre de bulimia, a jovem vive em seus pensamentos atordoantes e que para ela é algo assustador. Anabolizantes também são um problema, homens e mulheres injetam anabolizantes em seus corpos indevidamente, prejudicando totalmente a saúde. Anabolizantes são usados para o ganho de massa corporal de uma maneira rápida, ou seja, para que uma pessoa não precise frequentar uma academia.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Como a mídia é a maior influência social, ela deveria se submeter a mostrar as diversidades de corpos, etnias e cabelos em propagandas gerais em revistas, programas de televisão, sites e até mesmo em músicas, fazendo com que as pessoas vejam como seus corpos são bonitos do jeito que eles são. Os transtornos alimentares devem ser tratados, em busca de profissionais como médicos ou psicólogos esse caso poderá ser resolvido com terapias com a conscientização da pessoa, além de remédios, caso sejam necessários. Para o bullying ser resolvido, deverão acontecer palestras em escolas organizadas pelo MEC junto com professores, pais e psicólogos infantis ou juvenis. Além de organizarem um número para que denúncias sejam feitas.