O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 11/10/2017
Em diferentes épocas da História o que socialmente é considerado “bonito” muda e adquire novas características. Por exemplo, Na idade média, a beleza seria consequência da vida devota e da alma pura. Já a era contemporânea é marcada pela busca rigorosa do corpo perfeito: magro, bronzeado e curvilíneo. Para alcançar o exigente padrão de beleza muitos jovens vem cometendo atos radicais que comprometem a própria saúde e indenidade biológica.
Em primeira análise, é importante destacar que distúrbios alimentares como a anorexia e a bulimia são consequências do rigoroso padrão de beleza imposto pela mídia. Um indivíduo que não se encontra dentro do paradigma atual se sente frustrado e excluído tornando-se capaz de realizar qualquer ato que o enquadre no parâmetro pregado pelos meios de comunicação. Destarte, a mídia acaba desenhando o que quer ver como padrão na sociedade, causando um choque de imagem e, consequentemente, impedindo o indivíduo de viver a plena felicidade, pois está eternamente preocupado com a forma como é visto.
Ademais, convém frisar que as padronizações não respeitam biotipos. O corpo humano é esteticamente plural por si só. Dentre tantas misturas, chega a ser cruel eleger apenas uma como digna de representar o belo. Na busca desenfreada por se assemelhar a tal padrão, muitos chegam a arriscar suas vidas com procedimentos cirúrgicos arriscados e dietas que comprometem a saúde.
A fim de atenuar o problema, o primeiro passo deve ser dado pelo próprio indivíduo, sendo mais flexível consigo mesmo e libertando-se dessa visão limitada de beleza. Além disso, a mídia precisa realizar campanhas que tenham como intuito enaltecer a diversidade dos indivíduos brasileiros, a fim de que esses não deixem a própria autenticidade de lado para se tornarem “aceitos” pela sociedade atual. Seria interessante também, que a escola levanta-se debates sobre os estigmas corporais. Assim a beleza estaria representada no seu aspecto plural.