O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 10/10/2017
No Brasil pós-moderno, o número de indivíduos que buscam o reconhecimento através da estética corporal, cresce exacerbadamente. Nesse cenário, os valores familiares passados aos filhos, quanto a beleza física, e o excesso de propagadas para o consumo de mercadorias, geraram uma cultura de supervalorização do corpo, causando graves problemas à sociedade.
De início, vale destacar a importante influência dos setores midiáticos, quanto a publicidade dos produtos de beleza. De fato, o capitalismo desenfreado lança inovadoras mercadorias, conquistando cada vez mais adeptos aos padrões estéticos. Por outro lado, é comum observar nas famílias a criação de esteriótipos, ou seja, a padronização entre ser feio ou bonito, dessa forma, esses valores são passados às gerações que apenas irão exteriorizar esses conceitos.
Dessa forma, o Brasil alcançou o segundo lugar quanto ao número de cirurgias plásticas, tendo implante de silicone nos seios e lipoaspiração os procedimentos mais procurados. Na realidade, o problema não está na adesão ao padrão de beleza, mas nas consequências à saúde física e mental. Por isso, dietas radicais, uso de anabolizantes, transtornos alimentares e comportamentais, se tornaram consequências relacionadas à ditadura da beleza.
Portanto, fica claro, que a busca negligente pelo reconhecimento da beleza corporal tem transformado o comportamento da sociedade. Assim, é necessário que o Ministério Público da Saúde garanta recursos aos locais de atendimento às pessoas já acometidas por distúrbios alimentares, garantindo a presença de equipe multiprofissional com psiquiatras e psicólogos. Ainda, é fundamental que professores qualificados, setor midiático e famílias, realizem debates nas escolas, canais de TV e em locais públicos, buscando resgatar os verdadeiros valores sociais. Desse modo, será possível garantir uma sociedade mais saudável e consciente de valores.