O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 11/10/2017
O escritor Humberto Eco, na obra “História da Beleza”, observa que em diversas épocas históricas criou-se um laço estreito entre o belo e o bom. Essa beleza ideal é incutida na mente dos indivíduos através dos padrões sociais, impostos de maneira violenta pela mídia e sociedade, trazendo malefícios à vida de muitos.
Primeiramente, é importante destacar o impacto desses padrões na vida das mulheres. Através de uma cultura de objetificação feminina, desde a infância a maioria dos elogios feitos à elas são referentes a aparência. O que corrobora para que meninas, já no fim de sua infância, tenham uma preocupação excessiva com a imagem, para se sentirem importantes e inseridas.
Outrossim, a veiculação da mídia de “corpos perfeitos” afeta grande parte dos jovens. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, 77% das jovens em São Paulo apresentam propensão à distúrbios alimentares. A busca constante por aceitação faz com que adolescentes cheguem a prejudicar a própria saúde em prol de uma idealização. Levando-os a casos de depressão, bulimia e anorexia.
Fica claro, portanto, a necessidade de medidas para resolver o impasse. Para que isso ocorra as escolas devem promover debates e projetos que visem a aceitação dos alunos com seu próprio corpo e o Ministério da Saúde, juntamente a mídia, deve realizar campanhas de conscientização acerca dos distúrbios alimentares. Talvez assim, possamos buscar aquilo que é bom, não somente, belo.