O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 09/10/2017

Antigamente, nos debates públicos, o sinônimo de saúde era estar com todas as taxas controladas, como a de colesterol, triglicerídios, glicose, entre outras. Hoje em dia ser saudável tornou-se uma questão de ter um bom físico, também chamado de “o corpo perfeito”.

O dia a dia das pessoas, principalmente através dos meios de comunicação, está cheio de demonstrações de corpos considerados perfeitos. Nas bancas de jornais, são incontáveis os números de capas de revistas com mulheres magras ou extremamente “saradas”. A programação da televisão, por sua vez, possui vários comerciais que exibem corpos perfeitos, ou até mesmo programas que tem como pauta, dicas de como alcançar o corpo perfeito.

Consequentemente, com todas essas demonstrações de que somente um tipo de corpo é considerado bonito na sociedade atual, as mulheres, principalmente, se sentem pressionadas a obter o “corpo perfeito”. Logo, sem perceber, pedir ajuda de um nutricionista ou outro médico especialista, elas acabam tomando medidas drásticas, que mexem diretamente com a saúde e o bem estar. Gerando, na maioria das vezes, problemas sérios como depressão e transtornos alimentares, como por exemplo a bulimia, anorexia e vigorexia.

Assim sendo, a necessidade de erradicar este problema na coletividade atual é evidente. ONG’s poderiam, juntamente ao governo, planejarem a construção de um centro de apoio psicológico direcionado às pessoas que sofrem com esse tipo de problema, com a finalidade de ser um lugar onde estas possam ser amparadas e ajudadas a lidar com o problema. Pais e mães, dentro de seus lares também precisam orientar seus filhos desde pequenos que as pessoas são diferentes e ninguém precisa seguir um padrão físico. Assim, com o tempo, o culto à padronização corporal no Brasil poderá ser desarraigado da sociedade.