O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 08/10/2017
Todas as sociedades humanas possuem seus padrões estéticos, mesmo que em menor escala, à exemplo disso existe as estatuetas de Vênus, estatuetas de mulheres obesas da pré-história, que simbolizam a fertilidade e eram apreciadas por povos da época. Atualmente essa característica das sociedades tomou proporções gigantescas através da mídia e provocou certa preocupação sobre os malefícios desse fato no Brasil.
Em princípio, vale ressaltar que em uma pesquisa intitulada “Há Uma Beleza Nada Convencional” realizada pela Eldeman Intelligence, encontra-se que 83% das mulheres se sentem pressionadas a atingir a definição de beleza. Isso é decorrente da superexposição de padrões socialmente aceitos de aparência pela mídia. Nela é recorrente propagandas que exaltam modelos de beleza, procurando vender um produto ou serviço que promete levar ao “corpo perfeito”. A difusão dessa ideia na sociedade contemporânea leva a uma maior pressão da mesma com os indivíduos a se adequarem. Essa pressão pode vir do próprio indivíduo ou de terceiros que julgam os que destoam desse arquétipo corpóreo.
Ademas, deve-se ressaltar que uma cobrança exagerada de si mesmo pela busca por esses modelos corporais traz consequências à saúde. Mulheres que buscam emagrecer a qualquer custo podem adquirir transtornos alimentares como a anorexia, ter uma imagem distorcida do próprio corpo no que se refere ao nível de gordura, ou a bulimia, induzir vômitos ou usar laxantes para perder massa corporal. Homens e mulheres podem começar a utilizar anabolizantes e praticar exercícios físicos de forma exagerada visando um corpo padronizado. Logo, o caso se identifica como um problema de saúde pública, entrando em contraste com o descaso do pode público que não veicula propagandas nos meios de comunicação sobre o assunto ou propõe algum projeto de auxílio aos doentes.
Dado o exposto, para resolver o problema, o Ministério da Saúde do Brasil deve veicular à mídia propagandas que abordem o tema exposto, proporcionando o debate com a sociedade e conscientizando os cidadãos. Também deve promover campanhas de apoio por profissionais da saúde para aqueles com distúrbios alimentares, semelhante as já desenvolvidas campanhas de vacinação, estabelecendo metas e divulgando o projeto.