O culto à padronização corporal no Brasil
Enviada em 18/10/2017
Durante toda a história da humanidade, as civilizações desenvolveram padrões estéticos e formas corporais que eram vistos como modelos ideias de beleza. Não obstante, a sociedade contemporânea cria protótipos de beleza cada vez mais complexos e rigorosos. Nesse contexto, o meio midiático é o principal atuante na disseminação dos ideais estéticos. Assim, influencia cada vez mais o consumo da sociedade para alcançar certos padrões que estão intrinsecamente ligados ao pensamento de consumo capitalista. Estando, também, o público infantil como alvo desses padrões, podendo desencadear problemas na nossa sociedade, sendo necessário a atuação do Estado para mitigar essa situação.
Primeiramente, é importante pontuar que segundo o filósofo Karl Marx, o pensamento prevalecente em uma sociedade é comumente imposto pela classe dominante. Dessa maneira, é possível deduzir que, com frequência, os grupos mais prejudicados sejam os menos favorecidos financeiramente. Com isso, os padrões de beleza, idealizados pela elite, não são de fácil acesso às classes menos privilegiadas, essas normalmente se sentindo lesadas por não reproduzirem um arquétipo de estética, reproduzindo a segregação social do país por meio da estética e da forma de se vestir.
Ademais, é fundamental pontuar o forte poder midiático na formação dos modelos ideais de beleza, sendo grande o número de propagandas que oferecem um modo rápido e fácil para atingir o “corpo perfeito”. Os jovens são o alvo principal devido à suscetibilidade que apresentam, por estarem começando a socializar veem a necessidade de se enquadrar em certos padrões para serem aceitos na sociedade. Ainda assim, há as imposições da sociedade, o que aumenta a busca pela estética ideal, oprimindo aqueles que não se encaixam nesse padrão, tendo como consequência o aumento do número de casos de depressão, ansiedade, suicídio, entre outras mazelas.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Logo, é fundamental que o Poder Legislativo formule leis que atuem na regulação de publicidades que estimulem, com maior rigidez, a busca por certo padrão, promovendo a diversidade das aparências. Ademais,cabe a Secretaria de Educação promover campanhas e palestras educativas que discutam o tema do culto à padronização corporal no Brasil, procurando mitigar a busca desmedida pela perfeição corporal e a aceitação de estéticas diferentes daquela pregada pelo meio midiático.