O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 09/10/2017

Tendo em vista a padronização da beleza corporal, vale ressaltar que a obsessão pelo torso “ideal” persiste até hoje. A mídia e a sociedade muito contribuem para a situação descrita, demonstrando o modelo de constituição física que “deve” ser seguida por todos e que acaba trazendo grandes malefícios aos indivíduos que o acompanha exageradamente.

A busca pelo arquétipo impecável faz com que muitas vítimas recorram à atitudes extremas, como por exemplo: dietas exacerbadas tais como o regime da carne grelhada ou o da água em jejum, exercícios prolongados e sem limites, uso de substancias anabólicas e vômitos induzidos; pondo em risco a saúde do sujeito que as pratica ou  até mesmo levando-o à óbito. Pode-se citar como fato o relato da ex-BBB Maria Melilo em que ela afirma que precisou retirar quase 70% do fígado por causa de um câncer provavelmente causado pelo uso de anabolizantes durante 10 anos.

Atualmente muitos fatores impedem a solução da problemática que envolve o talhe estrutural, como a pressão midiática que oferece constantemente produtos para emagrecimento ou ganho de massa corpórea, além da própria sociedade que em pleno século XXI, guarda esteriótipos e ainda impõe a maneira de como deve ser a estrutura tangível “correta”.

A procura demasiada pela perfeição carnal traz inúmeros prejuízos ao meio social que usa da mesma. Logo são necessárias medidas para combater o transtorno falado, tais como: O ministério da Educação promover campanhas escolares e televisivas instigando a inexigência de um molde corporal e a reeducação social. Cabem aos governos federais, estaduais e municipais retirar capital da receita para apoiar organizações, psicólogos, psiquiatras, nutricionistas e demais profissionais capacitados para ajudar pessoas psicologicamente e fisicamente afetadas pelos infortúnios citados, além de manter o funcionamento dessa ordenação.