O culto à padronização corporal no Brasil

Enviada em 05/10/2017

É indubitável que há uma pressão à padronização do corpo ideal no Brasil dimana de herança histórica, sendo o gênero feminino mais afetado nessa questão. No início do século XX, a I Guerra Mundial transportou avanços tecnológicos a várias áreas, destaca-se na medicina o avanço da cirurgia plástica corolário da mutilação dos soldados voltados da guerra, com o passar das décadas a presença da plástica na contemporaneidade aditou. Nesse contexto, surge a problemática do culto a padronização corporal intrinsecamente ligada à realidade do país - provenientes de fatores sócio-culturais e influência midiática.

Primordialmente, o culto à padronização corporal no Brasil é um fato social. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, coercitividade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a padronização corporal pode ser encaixada na teoria do sociólogo, uma vez que, a criança que cresce em um ambiente que é pregado um padrão de beleza tende a se tornar um adulto com esse pensamento passando essa idéia aos seus filhos. Desse modo, esse sistema de pensar será passado de geração a geração perpetuando o impasse.

Além disso, também dão subterfúgios ao quadro vigente a influência e persuasão midiática quanto a cobrar da coletividade o corpo ideal. Com ênfase, nas propagandas, novelas e seriados há sempre o garoto e a garota “perfeita”, a mulher exalta curvas e o homem músculos. Ainda, fazem referência ao modo como são tratados pela sociedade por possuírem esse padrão, o termo “popular” é a definição, corroborando para que o indivíduo busque esse arquétipo como forma de inclusão social e que a não adaptação a esse molde pode excluir o cidadão da sociedade.

De modo exposto, percebe-se que o culto a padronização corporal no Brasil carece de mudança. É mister, em síntese, que a mídia, quarto poder, por meio de novelas, seriados e redes sociais como Facebook e Twitter transmita e propague a importância da conscientização do corpo social em relação a não propagação de um padrão corporal, também a criação de comunidades online para debates sociais é de grande valia. Ademais, o Governo Federal, ligado ao estadual e municipal crie campanhas, como “Semana da Diversidade”, que tenha o intuito de priorizar o ser humano e excluir qualquer tipo de pressão imposta pela sociedade, promovendo o respeito a diversidade. Por fim, o MEC, deve implantar nas escolas palestras, ministradas por professores para pais e filhos, com o fito de informar e alertar os pais da sua influência na formação cidadã de seus filhos. Quiça, dessa forma, esse fato social dessa gradativamente minimizado no Brasil.